A
Importância do exercício físico para as atividades
diárias do idoso
Por Leonardo Pinheiro (*)
O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial
que vem acontecendo construindo nos últimos trinta anos.
No Brasil, segundo a projeção estatística
da Organização Mundial da Saúde, entre 1950
e 2025 a população de idoso crescerá dezesseis
vezes contra cinco da população total. A proporção
de idosos passará de 7,5% em 1991 para cerca de 15% em 2025,
que é a mesma proporção dos países
europeus. Com esse aumento o Brasil estará, em termos absolutos,
com a sexta população de idosos do mundo.
No processo de envelhecimento, a manutenção do corpo
em atividade é fundamental para conservar as funções
vitais em bom funcionamento. A estimulação corporal
favorece o melhor desempenho das atividades rotineiras.
As pessoas de idade avançada ao praticarem atividades físicas
com regularidade e sob orientação médica,
quando comparadas as de vida ociosa, mostram melhor adaptação
orgânica aos esforços físicos, além
de maior resistência às doenças e ao estresse
emocional e ambiental.
A Educação Física para os idosos envolve outras áreas,
buscando um trabalho multiprofissional. As trocas de informações
e conhecimentos favorecem o alcance dos objetivos propostos e a
melhor condução das atividades para esta faixa etária.
O trabalho de atividade física deve ser adaptado ao idoso
visando atingir seus anseios, necessidades e suas condições
físicas. O corpo do idoso em movimento é sinal de
saúde e alegria.
Segundo alguns autores, (Lopes, M.A. e Siedler, M.J., 1997), a
atividade física regular favorece a uma mudança comportamental,
que poderá proporcionar transformações sociais,
visto que o idoso quando se valoriza pode desencadear junto a sua
família e no seu meio social, grandes mudanças.
O envelhecimento humano é definido como um processo natural,
irreversível, atinge todo ser humano e provoca uma perda
estrutural e funcional progressiva no organismo. O processo de
envelhecimento trás consigo várias alterações
fisiológicas, como a progressiva atrofia muscular, fraqueza
funcional, descalcificação óssea, aumento
da espessura da parede de vasos, aumento do nível de gordura,
diminuição da capacidade coordenativa, dentre outras.
Problemas esses que, em sua maioria, têm seus efeitos minimizados
pela assimilação de um estilo de vida ativo.
A diminuição da capacidade funcional é decorrente
em grande parte de doenças hipocinéticas, ou seja,
doenças decorrentes da inatividade física. O exercício
físico pode ser destacado como elemento de prevenção.
Guedes e Guedes (1995), consideram que os exercícios corretamente
prescritos e orientados desempenham importante papel na prevenção,
conservação e recuperação da capacidade
funcional dos indivíduos, repercutindo positivamente em
sua saúde. Estes não farão parar o processo
de envelhecimento, mas, poderão retardar o aparecimento
de complicações, interferindo positivamente no seu
bem estar.
Quando se comenta sobre a valência força para idosos
sendo outro aspecto relevante, Nieman (1999), afirma que pessoas
idosas que se exercitam com pesos, recuperam uma boa parte de sua
força perdida, o que as capacita para um melhor desempenho
das atividades diárias.
Benedetti e Petroski (1999), destacam que os exercícios
de resistência muscular são importantes para os idosos,
pois auxiliam na manutenção da força muscular
e impedem uma intensa atrofia muscular.
Pontanto, vimos a partir destas considerações que
os idosos precisam trabalhar inúmeras habilidades físicas,
pois seus movimentos básicos como caminhar e as próprias
atividades da vida diária necessitam estar treinadas para
manter o idoso extremamente autonomo.
Referências:
BENEDETTI, T.B e PETROSKI, E.L. Idosos Asilados e a Prática
de Atividade Física. Revista Brasileira de Atividade Física
e Saúde. Londrina, v. 4, n. 3, pg.5 à 16, 1999.
GUEDES, D. P.e GUEDES, J.E.R.P. Exercício na promoção
da saúde. Londrina: midiograf, 1995.
LOPES, M. A . e SIEDLER, M. J. Atividade Física: agente
de transformação dos idosos. Texto e Contexto – A
Enfermagem e o Envelhecer Humano. Florianópolis: Papa-Livro,
1997 : 6(2), 330-337.
NIEMAN, D.C. Exercício e saúde. Traduzida por M.
IKEDA. São Paulo, 1999. |